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Bem, imagina-se logo uma declaração, uma entrevista do procurador Rodrigo Janot, certo?
Nada disso.
A manchete de O Globo durante quase o dia inteiro é baseada em uma fonte, em um interlocutor que não aparece, mas que deve ter fácil acesso a Janot – embora a sua assessoria tenha negado a informação. Perfeito, do ponto de vista jornalístico.
Como que por acaso, trabalha na PGR um irmão do presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), o procurador regional Nicolao Dino. Ele foi nomeado em setembro para a Secretaria de Relações Institucionais da Procuradoria Geral da República (relembre).
Sob a responsabilidade do irmão do pré-candidato da oposição ao Governo do Maranhão fica a interlocução com a classe política e com o Judiciário.
Uma coisa pode não ter nada que ver com a outra. Mas é fato que, também em setembro, dias antes da nomeação de Nicolao, o colunista Lauro Jardim, de Veja – um dos preferidos de Flávio Dino em Brasília – já anunciava “problemas para Sarney” em virtude da nomeação do irmão.