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PC prende no Estado de Goiás acusados de assassinar Inamar Pursino


Açailândia - O crime ocorreu no dia 28 de maio, por volta das 20h, quando a vítima participava de uma pescaria em companhia da esposa Elizângela Santana de Lima e um casal de amigos. Eles tinham deixado a cidade de Açailândia, no sábado às 17h, depois do expediente comercial. Segundo informações, toda a programação da pescaria daquele fatídico fim de semana foi organizado pela esposa de Inamar.
Em entrevista ao Programa Rádio Cidadão, na Rádio Clube Fm, o Delegado que comanda as investigações desse crime, Vital Rodrigues, com riqueza de detalhes contou tudo sobre as investigações que culminou com a prisão de Elisângela Santana de Lima (esposa de Inamar) e João Francisco da Silva Oliveira (suposto amante).
Entenda o caso
As suspeitas sobre a esposa surgiram após depoimentos de familiares e amigos que disseram que Inamar estava vivendo um momento conturbado com a esposa e que se negava separar-se. Foi então que surgiu a pessoa do pedreiro João, que supostamente seria amante de Elisângela e o pivô da confusão do casal - João teria sido visto no velório de Inamar.
O delegado Vital Rodrigues e toda sua equipe passaram a investigar João. Ao interrogar a esposa de João ficaram sabendo que desde o dia do crime, ele havia saído para o trabalho e não mais havia retornado. Foi então que o delegado pediu a prisão provisória, tanto de João como de Elisângela, mas já era tarde os dois já haviam se evadidos de Açailândia.
Ao se aprofundar nas investigações a PC ficou sabendo também que João Francisco no dia do crime, em companhia de outro homem bem vestido, teria sido visto nas proximidades da residência de Inamar e que juntos teriam comprado biscoitos e cigarros, tomado uma Van e seguiram para o povoado Novo Bacabal, aonde foram vistos tomando cervejas. Lá seguiram de mototaxi até uma fazenda nas proximidades do Rio Pindaré, local em que Inamar foi assassinado. O que os acusados não sabiam é que um dos mototaxista ao invés de retornar imediatamente do local aonde deixou os dois passageiros, foi em busca de novos passageiros para não voltar “batendo”. Foi ai que cruzou novamente com os dois homens que diferente do destino anunciado desciam rumo à ponte que corta o Rio Pindaré.
Segundo o delegado Vital Rodrigues, a partir dessas investigações não havia mais dúvida com relação às suspeitas levantadas inicialmente quando do relato de Elisângela que disse ter sido vítima de um assalto e que o marido havia reagido. Que ela também teria saído em fuga sendo perseguida por 04 homens armados, avisados os amigos que se encontravam na beira do rio e que todos se refugiaram em fazenda próxima. O ponto chave do relato de Elisângela, segundo Dr. Vital, foi que ela demorou cerca de 10 minutos para percorrer cerca de 80 metros e ainda por cima perseguida por bandidos - começou então a caçada aos foragidos.
Vital ainda acrescentou na entrevista que, houve inúmeras oportunidades para a prisão de Elisângela, no entanto havia a necessidade da comprovação da ligação amorosa com João Francisco.
O serviço de inteligência da PC localizou então, mais uma vez, Elisângela e desta feita em companhia de João Francisco, na cidade de Serranópolis, na divisa do Goiás com Mato Grosso do Sul.
Uma grande operação envolvendo policiais civis de Açailândia e da cidade de Jataí-Go, e mais 04 policiais militares também de Goiás, culminou com a prisão dos dois acusados. Os policiais invadiram uma pequena casa de apenas dois cômodos e encontraram na cama, abraçadinhos, João e Elisângela e do lado a pequena filha do casal Inamar e Elisângela – a criança teria sido seqüestrada pela mãe, já que a justiça já havia dado a guarda da menina para avô paterno.
Hoje, 08, os dois suspeitos serão interrogados, pois segundo o delegado Vital Rodrigues, o interrogatório é primordial para a prisão do terceiro suspeito, que ao que tudo indica, pode ser o autor dos disparos.
O Delegado ainda confirmou que além dos disparos que ceifou com a vida de Inamar, ele ainda foi esganado e levou muitas pancadas no rosto e teve o nariz estraçalhado. “Na minha profissão já vi muita coisa, mas esse crime foi uma coisa horrível e difícil de imaginar que, alguém em sua sã consciência possa cometer tal ato tão frio, horrendo e calculado”, Encerrou a entrevista Dr. Vital.
Rair Silva

Jornalista e radialista.

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